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Pequenos e médios produtores rurais têm acesso à agricultura digital?

Atualizado: 5 de fev. de 2021

As tecnologias digitais já estão mais acessíveis, mas elas estão sendo usadas por eles?




Cerca de 84% deles já utilizam ao menos uma tecnologia digital como ferramenta de apoio na produção agrícola. Ao menos é o que mostra uma pesquisa realizada pela Embrapa, em parceria com o Sebrae e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).


A pesquisa levantou dados com 504 pequenos e médios agricultores de todos os Estados brasileiros, além de 249 empresas ou prestadores de serviços de agricultura digital. 72% são agricultores de áreas com até 50 hectares e 69% têm mais de dez anos de experiência na atividade rural.


Um dado que chama a atenção na pesquisa, é que 95% desses agricultores manifestaram interesse em receber mais informações sobre a temática de agricultura digital. Isso mostra uma abertura clara desse público à transformação digital.





Quais tecnologias são mais utilizadas?

De forma geral, as tecnologias digitais que os produtores mais utilizam são ligadas à Internet para atividades agropecuárias, além de apps e softwares para divulgação de informações e para a gestão da propriedade.


Já as principais funções dessas tecnologias digitais utilizadas pelos agricultores têm relação com:


  • Obtenção de informações e planejamento das atividades da propriedade (66,1%);

  • Gestão da propriedade rural (43,3%);

  • Compra e venda de insumos, de produtos e da produção (40,5%);

  • Mapeamento e planejamento do uso da terra (32,7%);

  • A previsão de riscos climáticos como geada, granizo, veranico e chuvas intensas (30,2%).


Essas são as principais funções. No entanto, eu quero destacar algumas outras com menor presença, mas que são bastante relevantes para os produtores:


  • Estimativa de produtividade

  • Detecção e/ou controle de deficiências nutricionais

  • Detecção de áreas da lavoura que podem estar com doenças ou pragas

  • Detecção e/ou controle de daninhas


Por que eu resolvi destacar essas que possuem menos de 25% de uso por parte dos produtores? Porque todas elas são funcionalidades ligadas à nossa principal ferramenta de trabalho na Altamap: os drones.


Com um mapeamento adequado da lavoura, o drone é capaz de apresentar pontos importantes da plantação que merecem uma investigação aprofundada por parte do(a) agrônomo(a).


Dessa forma, ele ou ela consegue fazer análises mais detalhadas do solo e da saúde das plantas para fazer estimativas de produtividade, encontrar doenças e pragas, entre outros pontos.


E, de acordo com a pesquisa da Embrapa, cerca de 70% dos produtores rurais buscam tecnologias que tragam informações e dados para o planejamento da propriedade e da lavoura. Outros 55% querem fazer o mapeamento e planejamento do uso da terra.


O processo todo de mapeamento, processamento e geração dos mapas e início de um plano de ação para resolver problemas detectados por esses mapas pode ser feito em questão de 2 a 3 dias úteis.


É uma economia gigantesca de tempo e esforço de todos os profissionais que trabalham na fazenda e que podem ser aplicados em outras tarefas tão importantes quanto essas.




Dificuldades para o acesso à agricultura digital

Essa é a questão central deste artigo: se essas tecnologias digitais já existem quais são as dificuldades do pequeno e médio produtor na hora de implementar a agricultura digital na sua propriedade?


A pesquisa também apresenta algumas respostas para essa questão: das 3 principais dificuldades dos produtores, duas delas têm relação direta com o investimento que deve ser feito na tecnologia.


Diante dessa constatação, eu penso o seguinte: a grande dificuldade dos produtores com boa parte das novas tecnologias agrícolas não está na acessibilidade em si, mas na percepção de valor.


Um serviço que pode gerar economias de mais de R$ 200 mil por safra e que cobra um valor próximo de 10 a 20% dessa economia é caro? É claro que é um valor alto para pequenos e médios produtores. Mas, neste caso, trata-se de um serviço especializado que geraria no mínimo R$ 160 mil de redução de custos.


São R$ 160 mil que podem ser aplicados em uma série de outras áreas para otimização da fazenda e para aumento da produtividade da lavoura. Esse é um exemplo com números fictícios, mas completamente possível.




Como conectar pequenos e médios produtores à agricultura digital?

Essa é a pergunta de 1 milhão de reais. E não possui apenas uma resposta. Uma das respostas em que acredito é uma participação ainda mais ativa das associações e cooperativas agrícolas de todo o país.


Elas representam um ponto de contato importante, tanto para a divulgação dessas novas tecnologias agrícolas, quanto para a conexão dos prestadores de serviços especializados com os produtores rurais.


Hoje, as cooperativas, associações e sindicatos são o ponto de acesso à tecnologia digital agrícola para 31% dos produtores rurais brasileiros. Faz sentido pensar em evoluir essa conexão.


Outro ponto essencial para permitir que a agricultura digital se torne uma realidade para pequenos e médios produtores brasileiro é a conectividade. Esse ponto ainda é uma barreira à expansão dessas tecnologias.


E isso acontece por dois motivos principais: o Brasil é um país continental, territorialmente falando, e sofre com a falta de infraestrutura de telefonia e internet nas zonas rurais. Estamos evoluindo nesse quesito, é fato, mas comparando com outros países com extensões territoriais próximas como a China e os EUA, estamos bem atrás.


Isso inviabiliza bastante a implementação de sensores conectados, maquinários autônomos e muitas outras tecnologias que dependem do acesso à internet para funcionarem com alta precisão e qualidade. O ponto positivo é que a conectividade no campo tem sido vista como uma prioridade por basicamente todo o agronegócio.


Em resumo, a agricultura digital está ganhando bastante território e promete transformações importantes na próxima década para o agro. Os produtores rurais estão começando a entender que o futuro da produção agropecuária depende dessas novas tecnologias.


No caso dos drones, esse futuro já chegou: nos últimos 5 anos, o aumento no uso de drones na agricultura foi de 172%. “A projeção da expansão até 2025 é exponencial”, segundo Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa SP.


Gostou do conteúdo? Então compartilhe com outros agrônomos e produtores rurais e vamos evoluir a discussão em torno do acesso dos pequenos e médios produtores às tecnologias de agricultura digital.

 

Quer começar a usar a tecnologia de mapeamento com drones para enxergar a fazenda com novos olhos? A Altamap pode te ajudar. Entre em contato conosco!

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