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Drones no cultivo de café: vale a pena usar?

Usar VANTs no planejamento, na análise da lavoura e no manejo faz toda a diferença na produtividade e rentabilidade.


Você, assim como eu e boa parte da sociedade moderna, deve estar no grupo de pessoas que não consegue começar o dia sem uma boa xícara de café. E é esse hábito que coloca o café como uma das principais commodities agrícolas comercializadas em todo o mundo.


Só na safra 2019/2020 foram 169,34 milhões de sacas de 60 kg, segundo a Embrapa. O Brasil, sozinho, foi responsável por 35% da produção mundial, em média, com 58 milhões de sacas de 60kg. São números expressivos que variam principalmente por conta dos ciclos bienais do café arábica, um dos mais comuns no país (1.525.272,4 ha no Brasil todo, 201.523 ha somente em SP).


E a demanda vem crescendo com a pandemia. Isso é positivo para o mercado, mas têm gerado a necessidade de transformações no modelo produtivo visando principalmente o aumento da produtividade.


No entanto, essa maior eficiência produtiva enfrenta os desafios de custos crescentes com insumos agrícolas, mudança dos padrões climáticos e pragas que destroem as safras.


Diante desse cenário, os cafeicultores em todo o mundo estão fazendo uso de novas tecnologias digitais e de práticas sustentáveis de produção de café para solucionar alguns desses desafios e modificar o trabalho das fazendas.


Os drones são um exemplo dessas novas tecnologias. Um drone pode ser usado para monitorar e gerenciar com eficiência e custo-benefício as condições da lavoura de café, se ela está sendo utilizada em seu máximo potencial, entre outros detalhes.


Essa tecnologia pode ajudar os agricultores a coletar informações e tomar decisões baseadas em dados que mantêm a produtividade alta e os custos baixos. E não importa se o cafezal tem menos de 40 hectares ou mais de 2.000 hectares, os drones podem ser utilizados em todos os casos.


O artigo de hoje vem para mostrar como o drone pode aumentar a eficiência na cafeicultura e como ele pode ser usado em todas as fases dessa importante cultura agrícola.



O planejamento da lavoura de café usando drones

O planejamento da cultura de café é o primeiro ponto que o drone já pode atuar. É possível fazer análises como:

  • Análise das linhas de plantio e de paralelismo para verificar se a área está sendo usada em seu potencial máximo;

  • Um mapa de uso e ocupação do solo para identificar cada ponto da propriedade e da lavoura e como o solo está sendo utilizado;

  • Análise das curvas de nível da propriedade para planejar como os implementos agrícolas vão operar;

  • Mapa de drenagem, que aponta o caminho por onde a água das chuvas escorre e possíveis pontos de erosão.


Esse é um passo inicial para planejar ou replanejar a lavoura de café de forma precisa, com base em dados do mapeamento aéreo. Essa visão diferente da plantação permite enxergar determinadas informações que antes o produtor não tinha acesso.


Essas informações são parte da cafeicultura de precisão. Em outras palavras, a agricultura de precisão focada na produção de café. O drone é uma das ferramentas que fornece dados para que essa metodologia funcione plenamente.




Drones no café: análises da plantação

Com o plantio feito, o próximo passo para continuar um trabalho de agricultura de precisão no café é analisar o desenvolvimento dos pés de café. O foco está em saber se tudo está correndo de acordo com o planejado.


Para isso, fazemos análises específicas como:

  • Localização de daninhas, para verificar se existem plantas invasoras;

  • Índice de vegetação e biomassa, que aponta a saúde da vegetação observando questões nutricionais, de vigor, biomassa, desenvolvimento das plantas, além da possível presença de pragas e doenças específicas;

  • Contagem de plantas, que serve para fazer uma estimativa de produtividade;


Essas análises já são capazes de apontar deficiências nutricionais no solo, por exemplo, que podem afetar as plantas diretamente e podem passar por um manejo específico de adubação.


Outros problemas podem ser localizados por meio de pontos principais de investigação, os chamados “hot spots”. Eles são detectados por meio de alterações no espectro de cores que as plantas do café refletem.


Variações amareladas, avermelhadas ou com um verde menos intenso podem indicar problemas com pragas, fungos ou daninhas que serão investigadas pelo(a) agrônomo(a) da fazenda ou pelo nosso agrônomo.



Manejo inteligente com drones

Depois dessas análises avaliando o desenvolvimento da lavoura de café e os problemas que precisam ser resolvidos, o próximo passo é escolher o manejo adequado. Nessa etapa, os drones também atuam como uma importante ferramenta para o manejo inteligente da cultura do café.


É possível gerar um mapa de aplicação localizada de agroquímicos que aponta os pontos exatos que precisam de um manejo específico. Com isso, dá para fazer uma avaliação de aplicação com taxa variável, que diminui consideravelmente os custos com herbicidas, inseticidas e outros produtos usados.


Outro exemplo de manejo inteligente que o drone permite ter é com relação às linhas de irrigação. No caso de fazendas de café que optam pela irrigação por gotejamento é preciso estar atento a falhas no processo. Isso porque se uma das linhas de gotejamento for cortada, centenas ou até milhares de pés de café podem sofrer com a falta d’água.


E inspecionar a pé ou mesmo de moto os hectares de um cafezal buscando falhas nas linhas de irrigação todos os dias gera um custo alto além de ocupar o trabalho de um dos funcionários da fazenda. Com o drone, em poucas horas é possível mapear e processar imagens que apontam alterações de cor da planta e que podem indicar a possibilidade de stress hídrico do pé de café.





Usando drones para agromarketing da fazenda de café

Você já viu todas as possibilidades que o drone oferece com relação ao monitoramento agrícola e às práticas de manejo sustentável do cafezal. Mas sua aplicação pode ir além disso e integrar o agromarketing da fazenda.


O produtor de café, apesar de vender seu produto geralmente como uma commodity, tem visto uma mudança no mercado. O consumidor final está buscando marcas que ofereçam informações mais específicas sobre a produção do café que estão comprando, os cafés especiais.


O consumidor atual está mais conectado, mais informado e busca opções mais sustentáveis de marcas para consumir, especialmente quando falamos de alimentos. Elas querem saber de onde vem a comida e como ela é produzida.


Nesse sentido, a rastreabilidade do café tem um papel importante na cadeia de produção cafeeira. O cliente precisa ser capaz de escanear um QR Code no pacote de café no corredor do supermercado e acessar um vídeo ou uma plataforma que mostra ao vivo o que está acontecendo, de onde vem o café que ele está consumindo.


Mas o drone ajuda a agregar valor do ponto de vista do agromarketing da fazenda de café?


O drone possui a capacidade de fazer filmagens de alta qualidade da fazenda e da plantação. Essas imagens podem ser usadas para criar vídeos comerciais de divulgação da marca e também para criar essa experiência de tour virtual para clientes que não podem visitar a fazenda pessoalmente.


Do ponto de vista comercial, esse tour pode ser usado inclusive para programas de investidores estrangeiros que buscam investir em fazendas de café no Brasil, por exemplo, uma prática bastante comum.






Vale a pena usar um drone no cultivo do café?

Do ponto de vista comercial, vale muito a pena investir no uso de drones no cultivo do café, se o produtor rural tomar por base o ROI dos drones para a lavoura. Vamos imaginar um cenário:


Uma fazenda de 200 hectares de café arábica, a um custo de R$ 14 mil por hectare ou R$ 495,00 por saca de 60kg, tem um custo médio com agrotóxicos de R$ 1.226,18/ha ou R$ 245.230,16 a cada ciclo produtivo (valores no interior paulista).


Se pensarmos em uma aplicação localizada e com taxa variável, reduzindo o uso de agroquímicos para 20% da área, por exemplo, teríamos uma aplicação em apenas 40 hectares. Considerando apenas o custo com produtos, o produtor tem uma economia de aproximadamente R$ 196 mil reais, apenas com agroquímicos, sem contar os custos com aplicação.


Há também a vantagem em termos de sustentabilidade ambiental, pois o café com uso mais consciente de agrotóxicos já possui um valor agregado maior, tanto no mercado brasileiro quanto no internacional.


O fato é que, da agricultura ao processamento, da torrefação à fermentação, o café e a tecnologia formam um par perfeito desde que a bebida foi inventada. Novas tecnologias sempre foram aplicadas no manejo dessa importante cultura agrícola.


Olhando para o futuro, o uso de drones na produção de café continuará a evoluir, e a próxima onda de tecnologia inteligente, envolvendo Internet das Coisas, análise de dados, visão computacional e inteligência artificial vai revolucionar ainda mais a forma como os cafeicultores cultivam uma das bebidas mais consumidas no mundo.

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Quer começar a usar a tecnologia de mapeamento com drones para enxergar o cafezal por uma nova perspectiva? A Altamap pode te ajudar. Entre em contato conosco pelo whatsapp.

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